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Colóquio: Hin Leung (Edinburgh) – online
O Programa de Pós-Graduação em Física convida para o colóquio:
“
Mapping the shutting down of star formation from the local universe to the first galaxies”*Dr Hin Leung, Royal Observatory of Edinburgh, UK
*Evento de presença obrigatória da disciplina seminários
Resumo:
From large galaxy surveys in the local universe, we find galaxies that are star-forming and galaxies that have mostly stopped forming stars. Those that are no longer forming stars must have at some point quenched their ongoing star formation and evolved passively to achieve the current “red and dead” state. However, the precise physical drivers of this quenching process are still highly debated.In this talk, I will show results from studying recently quenched galaxies in the local universe. We found that a majority of these galaxies became significantly more metal-rich over a short period, indicating that whatever led to their quenching must also inflate their metal abundance without significant dilution from inflowing metal-poor gas. From looking at spatially resolved information collected in spectroscopic surveys, and applying a novel Hierarchical Bayesian modelling approach to include radial gradients of regional properties, we found evidence that their recent quenching could be caused by mergers with neighbouring galaxies.
Moving to more distant galaxies, from a sample of 14 massive quenched galaxies observed by JWST within 2 billion years after the Big Bang, we found strong evidence for “downsizing” to already be in place at early times. This means more massive galaxies formed earlier than less massive galaxies. Some of these most massive cases might be “cosmology-breaking”, where they are more massive than what a galaxy could reach in the same time predicted by lambda CDM, even with 100% baryonic assembly efficiency. From a broad search for all early and massive quenched galaxies, we report that almost all current cosmological simulations are under-predicting the number densities of these objects by ~2x. These suggest that substantial revisions to our models of early galaxy formation and quenching are needed.
Data: 10 de abril de 2026 (sexta-feira) – Horário: 10h15min
Link de acesso a sala virtual: https://conferenciaweb.rnp.br/ufsc/ppgfsc -
Pesquisador do PPGFSC-UFSC participa de novo levantamento internacional para investigar o centro da Via Láctea

Participantes do 1st KMOS VVVX–GalCen Spectroscopic Survey Workshop, realizado em dezembro de 2025 no Instituto de Astrofísica da Universidad Andrés Bello (Chile). O encontro reuniu o time científico envolvido nos surveys VVV/VVVX e no planejamento do novo levantamento espectroscópico com o instrumento KMOS no Very Large Telescope (VLT). Crédito: Dante Minniti
Astrônomos iniciaram esta semana as primeiras observações de um novo grande levantamento internacional chamado KMOS VVVX-GalCen Spectroscopic Survey, que irá investigar dezenas de milhares de objetos na região central da Via Láctea. O projeto conta com a participação do pesquisador Roberto K. Saito, professor do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), única instituição brasileira presente na equipe principal do levantamento.
As observações são realizadas no Very Large Telescope (VLT), um dos observatórios ópticos mais avançados do mundo, localizado no Observatório de Cerro Paranal, no deserto do Atacama, no norte do Chile. O telescópio é operado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO).
O KMOS VVVX-GalCen é o primeiro grande survey espectroscópico liderado a partir do Chile, e foi selecionado pelo ESO como um de apenas dois grandes programas que utilizarão o instrumento KMOS (K-band Multi Object Spectrograph) ao longo dos próximos três anos. No total, o projeto recebeu 140 noites de observação, o que corresponde a um investimento científico estimado em cerca de 8 milhões de dólares em tempo de telescópio.
O projeto é liderado pelos astrônomos Matías Gómez, da Universidad Andrés Bello (Chile), e Francisco Nogueras-Lara, do Instituto de Astrofísica de Andalucía (Espanha). Saito integra o grupo central de pesquisadores do levantamento e atua como responsável por uma das áreas científicas do projeto.
“A primeira noite de observações no Paranal foi acompanhada de forma remota e ocorreu sem problemas. Agora começa a etapa de análise dos primeiros espectros”, explica o pesquisador.
Os alvos observados foram selecionados a partir de dois levantamentos anteriores muito bem-sucedidos: o VVV/VVVX, que mapeou grande parte da Via Láctea em luz infravermelha ao longo da última década, e o GALACTICNUCLEUS, um survey de alta resolução das regiões mais internas da nossa galáxia. O novo survey irá obter espectros, técnica que permite decompor a luz dos objetos celestes e revelar propriedades como composição química, temperatura e velocidade.
Entre os principais objetivos científicos estão o estudo de planetas errantes que vagam livremente pelo espaço, aglomerados estelares escondidos pela poeira da galáxia, regiões de formação estelar e galáxias distantes escondidas atrás do plano da Via Láctea. No futuro, o survey também deverá incluir observações espectroscópicas de objetos identificados pelo Legacy Survey of Space and Time (LSST), ampliando as possibilidades científicas do projeto.
Saiba mais no site do projeto.
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Aula Magna – Prafa. Dra. Débora Peres Menezes (UFSC)
Evento aberto à toda a comunidade da UFSC
Aula magna 2026
Ciclo de seminários do programa de pós-graduação em Física da UFSC
Data e horário: 13/03/2026 às 10h15
Local: Auditório da Física (FSC 212)Por que falar sobre Ciência Aberta para a comunidade da Física
Débora Peres Menezes
Diretora de Avaliação de Resultados e Soluções Digitais – CNPq
Profª. Titular – Depto de Física – Universidade Federal de Santa CatarinaA Ciência Aberta tem ganhado destaque como um modelo promissor para democratizar o acesso ao conhecimento científico e fomentar a inovação. No entanto, sua aplicação no Brasil requer uma análise criteriosa das condições de trabalho dos pesquisadores, dos custos associados à sua implementação e da necessidade de regulamentação em âmbito federal. Infelizmente, parte da discussão correu à revelia da comunidade científica nos últimos anos, tendo se concentrado nos órgãos de fomento, órgãos de controle e áreas específicas. Pretendo abordar os seguintes pontos:
• A importância da Ciência Aberta como uma iniciativa global e sua relevância para o Brasil;
• As condições estruturais e financeiras que impactam os pesquisadores no país, em especial, os físicos;
• O papel da regulamentação federal na garantia de sua aplicação responsável e eficiente;
• Os desafios da Economia do Conhecimento que envolve o colonialismo de dados, com destaque para os possíveis impactos na soberania nacional relacionados à ampla disponibilização de dados obtidos em pesquisas feitas com financiamento público.





